Hoje é o Dia Mundial dos Museus. De todos os museus, pequenos, médios, grandes, nacionais, regionais, públicos e privados. De todos.
E por isso me lembrei daquele que fez juntar, no passado 3 de Maio, cerca de 300 pessoas, que ali no seu Largo se reuniram, mostrando a sua solidariedade e preocupação sobre o futuro de um local emblemático da cidade, o Museu regional de Beja, cujo acervo a todos orgulha pelo seu significado, pela sua importância, nas palavras de tantos investigadores nacionais e estrangeiros que por lá passam, na pesquisa e estudo do nosso Património histórico/artístico.
E mais do que emblemas, precisamos todos nós, de memória, de raízes. Que o digam os alunos, crianças e jovens, que por lá passeiam os olhos, que por lá jogam a imaginação, que por lá participam em oficinas habilidosas, que por ali criam a sua identidade, interpretando, recriando os símbolos que nos identificam.
Faz-nos falta a Memória. Faz-nos falta o passado e as suas criações mais belas, para podermos sonhar o Futuro. Perguntem às crianças, perguntem aos miúdos. Eles explicarão como faz falta ter uma aula com cores, com cheiros, com luz. Ali tão pertinho a ver a planície de Mariana, a China de Pêro de Faria, a mosca da Senhora do Leite, os andores carregados de promessas que o Brasil trouxe, em pedras preciosas nunca vistas. Onde poderemos ir, sentarmo-nos no chão que outros passos andaram, ouvir histórias com História e piscar o olho às gárgulas que nos observam, à saída? Onde?
ProfªHelena Oliveira
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